Cartilha ‘MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA: ESTADO, EMPRESAS E MOVIMENTOS SOCIAIS’

MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA: ESTADO, EMPRESAS E MOVIMENTOS SOCIAIS reúne oito trabalhos que buscam pontuar elementos que podem ser considerados novos, e outros nem tanto assim, como a condição colonial. Condição econômica baseado no extrativismo. Os trabalhos iluminam que empresas pressionam sobre a terra e os recursos naturais. Indicam os impactos (positivos e negativos) dos investimentos, as áreas e as populações afetadas, e questionam o papel do Estado, e as ações que as organizações de base promovem para a ampliação de direitos.

A agrônoma Marluze Pastor recupera a ação do Fórum Carajás no acompanhamento das frentes de mineração na Amazônia, em particular na região de Carajás. O padre Dario Bossi pontua as questões que afetam o município de Açailândia, e oeste do Maranhão, em particular sobre o pólo de gusa, os passivos sociais e ambientais. E as lutas e mobilizações da comunidade de Pequiá. Além de explicar o nascimento da iniciativa Justiço nos Trilhos. Já o advogado Guilherme Zagallo trata das emissões poluentes dos empreendimentos da Vale na ilha de São Luís. Algo não muito tratado nos fóruns populares.

Raimundo Gomes, Airton Pereira e José Batista Afonso investigam as recentes tensões no sul e sudeste do Pará, em particular da Vale e as formas de resistência das comunidades tradicionais. O padre Edilberto Sena, do município de Santarém, faz uma leitura que ajuda a entender os novos grandes projetos a oeste do estado, em diálogo com as macro-políticas. Trata-se de uma peça esclarecedora.

Manoel Paiva e Gilvandro Santa Brígida, ex dirigentes sindicais no município de Barcarena, esclarecem sobre o embate entre as grandes empresas que operam na cidade. Entre elas a Alunorte e Albras, controladas pela Vale. Não escapam às análises dos autores a Imerys Rio Capim, Pará Pigmentos e a Rio Campi Caulim. E mesmo os projetos em andamento, como a construção de uma termoelétrica e a Companhia de Alumina do Pará (CAP). Rogério Almeida, jornalista, aborda o polêmico projeto de extração de bauxita no município de Juruti, no oeste do Pará e a construção da hidrelétrica de Estreito, no município homônimo, no oeste do Maranhão.

Os produtores dos artigos conhecem com proximidade as realidades aqui tratadas. Apesar de serem realidades ocorridas em estados diferentes estão enlaçadas por questões comuns, como a subordinação da terra ancestral à lógica do capital, a partir da posse privada em detrimento da coletiva.

A obra denuncia passivos sociais e ambientais, o poder das empresas e a coerção que o capital acaba provocando para atropelar os marcos legais. E ainda as mobilizações das comunidades ancestrais e de assessoria. As tensões registradas, os constrangimentos para a aprovação dos empreendimentos evidenciam a delicada situação da democracia nacional.

Baixe a cartilha em:

http://www.scribd.com/doc/36380018/Revista-Mineracao-2010

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