Associação Comercial de Parauapebas denuncia ‘Calote’ da Vale no PA e MA

Prestadoras de serviços da Vale sofrem com calotes e atrasos

Nos últimos 12 meses, quase 20 empresas apresentaram problemas de quebra, fechamento e atrasos nos pagamentos, gerando preocupações de toda a ordem, pois muitos empresários necessitando vender ou prestar serviços, se submetem às pressões dos tomadores que não querem dar nenhuma garantia, mas como prestam serviços para a mineradora Vale, e o empresário, embora temeroso, acabam cedendo à pressão e depois são surpreendidos com algumas empresas que atrasam, outras que não pagam e outras que desaparecem, quebram ou falem, deixando os empresários do comércio e serviços, com os prejuízos e não sabendo a quem recorrer para se defender.
A Acip vem mantendo uma parceria com a Vale, que se comprometeu a priorizar os fornecedores locais e a reunir-se mensalmente com a diretoria da entidade, para discutir os problemas pontuais e tentar, junto às gerências específicas e gestores de contratos, solucionar os problemas trazidos à Acip, porém desde o inicio do segundo semestre de 2010, as reuniões mensais não mais aconteceram, não tendo a Vale informado os motivos dessa suspensão, mas o certo é que essas reuniões mensais eram e são importantes, necessitando assim sejam retomadas para que os problemas eventualmente surgidos entre fornecedores locais, Vale e terceirizadas, possam ser solucionados ou minorados seus impactos, como são os casos de rescisões abruptas de contratos, fechamento de empresas, demissões de trabalhadores e outros.
Por outro lado, não se pode esquecer do papel exercido pela Acip dentro do contexto sócio-econômico, desenvolvendo ações que visam o desenvolvimento sustentável e mediando interesses da classe empresarial, pois como sabido a Acip congrega todos os setores da economia, seja do comércio, indústria e serviços, como do agronegócio  e tem legitimidade para representar a classe empresarial, bem como tem sido, ao longo da história, caixa de ressonância da sociedade, estando na vanguarda das grandes lutas pelo desenvolvimento sócio-econômico sustentável de Parauapebas e Região e, por ser procurada pelos empresários e pessoas do povo, precisa levar a quem de direito as reivindicações recebidas, especialmente dos fornecedores locais quando precisam resolver algum problema contratual com a Vale, cabendo à Acip, intermediar esse conflito de interesses para tentar uma solução e evitar um litígio judicial.
A Acip intermediou, com sucesso, conflitos envolvendo empresários locais e a Avis, depois intermediou o caso Hidelma, com 90% dos credores tendo recebido seus créditos. Depois teve o caso Doppler, que esperava tivesse um desfecho mais rápido. Na negociação ficou acordado entre a Acip, Vale e Dopler, que a Vale faria o repasse à Tenova do que fosse devido pela Dopler aos fornecedores locais e a Tenova efetuaria o pagamento, mas passado quase 01(um) ano das negociações, ainda faltam 07(sete) credores que esperam receber seus créditos, pois falta a Vale repassar um complemento de pouco mais de 150 mil reais, que a Vale, em reunião de 23.11.10, em Belo Horizonte-MG, havia se comprometido a efetuar o depósito antes do dia 10.12.10, para que a Tenova efetuasse o pagamento do restante dos credores, impreterivelmente, até 10.12.10.

Contudo, por motivos desconhecidos, o financeiro da Vale, até o momento, não efetuou o repasse e nem informou quando vai efetuar, mas a verdade é que a Tenova já deveria ter efetuado o pagamento de 06(seis) credores, cujo total é um pouco mais de 60 mil reais, quando ficaria apenas 01(um) no valor de 470 mil reais, mas que a Vale embora tenha autorizado a Tenova a efetuar esses pagamentos aos seis credores e efetuar pagamento parcial ao credor maior, para que quando o financeiro da Vale efetuasse o repasse dos 150 mil reais restantes, a Tenova efetuaria o pagamento do restante do crédito a esse credor, mas a Tenova nem paga e nem diz o motivo que não o faz, mas no final quem perde são os credores, que esperam receber seus créditos há quase dois anos e aceitaram receber sem juros e sem correção, mas a Acip espera que a Vale e Tenova cheguem num acordo urgente e isso se resolva ainda na primeira quinzena de fevereiro.

Empresas pedem rescisão de contratos com a Vale
Empresas locais e de fora, batem às portas da Acip, umas pedindo a intermediação da entidade para intermediar com a Vale alguns problemas existentes no que diz respeito a contratos mantidos com a mineradora Vale, especialmente os chamados  contratos “Guarda Chuva Civil”, como foi o caso da Covap, que rescindiu o contrato com a VALE, pois conforme consta de um dossiê e relatório entregue na Acip e repassado à Vale, se sentia impossibilitada de continuar com o contrato, pois estaria tendo prejuízos que superariam os 05 milhões de reais, e que não lhe restava outra alternativa senão fechar a filial local e demitir seus 170 trabalhadores, pois para cumprir suas obrigações contratuais, teria deixado trabalhadores e equipamentos aguardando ordens de serviços da Vale, que não vieram e teve que recorrer a bancos para pagar folhas de pagamentos e fornecedores, mas como não recebia ordens de serviço, suas medições foram diminuindo, até chegar no limite da exaustão, não lhe restando outra alternativa senão propor à Vale a rescisão amigável do contrato.
A Covap ingressou junto à Vale, com um pedido de ressarcimento pelos prejuízos sofridos, descritos naquele dossiê e relatório e esperava pagar as rescisões trabalhistas e fornecedores locais, com o que recebesse de ressarcimento da Vale, e que com o distrato amigável esperava solução até meados de fevereiro, mas segundo informou à Acip, o valor reconhecido pela Vale está aquém do que seria seu direito e insuficiente para pagar os compromissos com rescisões e fornecedores. A Acip enviou ofício à Vale pedindo uma reunião para tentar uma solução que possibilite a continuidade das atividades empresariais da Covap em nosso município e a manutenção do emprego de todos os trabalhadores.
Agora surgiu a MAQUIPESA, que informou à ACIP que está rescindindo todos os contratos mantidos com a mineradora Vale, e que essa decisão estaria fundada em prejuízos que teria sofrido na execução de contratos com a Vale, especialmente pela demora no aditamento de contratos, demora na assinatura e devolução de contratos, decisões sobre pleitos e não pagamento em dia de medições de vários contratos, e que tudo isso teria resultado diretamente no seu impedimento para continuar o regular cumprimento de suas obrigações contratuais e acessórias, vindo a MAQUIPESA, por conseguinte, a solicitar da Vale um ressarcimento, cujo pleito foi indeferido, o que resultou no pedido de rescisão de todos os seus contratos com a mineradora Vale, vindo o Sr. Marx, da MAQUIPESA informar à ACIP que vai demitir todos os seus 350 empregados.
A ACIP, tentando evitar que tal aconteça, enviou ofício à VALE, solicitando uma reunião entre sua diretoria, a VALE e a MAQUIPESA, estando aguardando confirmação dessa reunião, onde espera intermediar um acordo para que, não só a MAQUIPESA como a COVAP, possam continuar desenvolvendo suas atividades no Município, gerando emprego e renda, como fazem há mais de 20 anos.

Empresas devedoras negociam o pagamento
Os credores da W.O Engenharia, estão negociando seus créditos, estando a W O Engenharia dando como pagamento, bens móveis e imóveis, mas os credores que quiserem negociar terão que ir até São Luis do Maranhão. O Advogado, Dr. Manoel Chaves, assessor jurídico da ACIP, está agendando sua ida, na companhia do presidente eleito Oriovaldo Mateus, na próxima semana, quando irá negociar o recebimento dos créditos de alguns fornecedores locais, que ainda não foram ou não puderam ir à São Luiz e, segundo informou à reportagem, em contato com o advogado e diretores da W O, foi-lhe solicitado o envio da relação de credores e seus respectivos créditos, para após analisados e conferidos, ser confirmado a data para negociação e pagamento, que espera seja na próxima semana.
A outra empresa foi a Santa Bárbara, que atrasou seus compromissos com credores locais, mas conforme contato da ACIP mantido com o Sr. Walter Paolino, a Santa Bárbara estaria programando pagar todos os seus débitos atrasados na praça de Parauapebas, do dia 15 até o final do mês de fevereiro, estando a ACIP confiante que a empresa Santa Bárbara Engenharia S/A., conseguirá cumprir tal compromisso, e continuará mantendo boas relações comerciais com os fornecedores locais, pois além de ser uma empresa sólida, tem procurado honrar seus compromissos, até porque crise financeira qualquer um passa, inclusive uma gigante como a Santa Bárbara. (Ascom/Acip)


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