Para onde vai a Vale?

Em tempos turbulentos, papéis da empresa caem frente à expectativa da escolha do substituto, mas especialistas esperam valorização da empresa nos próximos meses. A Vale deu início ao processo de sucessão do seu presidente Roger Agnelli sob chuvas e trovoadas. O Palácio do Planalto determinou ao Ministério da Fazenda estudar uma forma de taxar fortemente a exportação de minério de ferro e desonerar o aço.

A proposta tem o objetivo de forçar a Vale a investir em produtos de maior valor agregado. A decisão final só sairá depois que os cálculos forem feitos, mas a presidente Dilma Rousseff parece ter gostado da ideia.

Estudo do Ministério de Minas e Energia (MME) mostra que produtores de bens primários da cadeia do ferro pagam menos impostos que as empresas que geram maior valor agregado. Em cinco anos, a Vale destinou 22% do valor da produção ao governo, enquanto a parcela da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), por exemplo, chega a 43%.

A proposta está recebendo duras críticas de representantes do setor, que lembram a existência de um excedente de aço no mundo. “Quase 40% da produção mundial de aço não tem comprador”, diz Paulo Camillo, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). “A imposição dessa verticalização seria suicídio”, garante.

Independente de qual for a decisão, a briga parece que será boa e mercado aposta que independente da solução tomada a Vale vai se recuperar e dar a volta por cima. O HSBC afirmou que depois das especulações dos últimos meses, a substituição de Agnelli não será recebida como uma surpresa.

Para Paulo Esteves, da Gradual corretora, as ações vêm oscilando com a sucessão de Agnelli, mas devem se estabilizar com a definição dos candidatos à sua sucessão. O mercado já especula que o substituto será o economista Tito Botelho Martins, 47 anos, presidente da Vale no Canadá e diretor executivo de Operações de Metais Básicos.

“Se Tito Martins se confirmar como presidente deve haver valorização, já que ele é bem visto pelo mercado”, diz Esteves. O preço-alvo do Vale PNA na Gradual é de R$ 60,50. Outras corretoras apostam em até R$ 65 o valor do papel.

Fonte: redação de Isto é Dinheiro, 01 de abril de 2011, http://www.istoedinheiro.com.brwww.istoedinheiro.com.br

 


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