Entenda os investimentos em logística da Vale

20/05/2011

A Vale está fazendo um dos maiores investimentos do mundo em logística no Maranhão. A mineradora está aplicando R$ 11,7 bilhões até 2014 para ampliar o Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM) e duplicar a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Ao todos são R$ 7,5 bilhões para duplicar a já estrangulada EFC e mais R$ 4,12 bilhões para construir um novo terminal, o Pier IV.

O investimento faz parte da estratégia da empresa de tentar baratear custos de frete para torna o minério de ferro de Carajás ainda mais competitivo para o mercado asiático. A aposta da mineradora é ter capacidade de exportar até 235 milhões de toneladas anuais de minério, a partir de 2014, principalmente para o mercado chinês, por meio da duplicação da capacidade de transporte do seu sistema norte de produção de minério, que consiste na mina de Carajás (PA), na EFC e no porto exclusivo de Ponta da Madeira.

A ampliação da capacidade logística no Maranhão e no Pará faz frente aos seus concorrentes australiana BHP e da anglo-australiana Rio Tinto, cujas minas estão mais próximas do país asiático.

No porto, as obras do novo píer estão pela metade. Já foi construído 1,7 km de ponte que avança mar adentro, mas falta fazer os dois berços de atracação.
Tamanha extensão da ponte é necessária por conta da oscilação média de seis metros da maré na baía de São Marcos, na ilha de São Luís, uma das maiores do mundo.

Apesar desse problema, o canal natural (que chega a ter 50 metros de profundidade) e o fato de o mar ser abrigado no local justificam os investimentos no porto.
Com a ampliação, Ponta da Madeira será o porto com maior volume de carga do país já em 2012, superando Santos e outro porto da Vale, Tubarão (ES).

Além de minério de ferro, outros dois minerais são exportados pelo Itaqui: manganês e cobre. Os dois são extraídos em reservas também localizadas na província mineral de Carajás, no Pará e transportados de trem para São Luís.
Hoje, a movimentação de manganês está estabilizada, mas o cobre é extraído na mina de Salobo e tendência é crescer a produção porque ainda há mais três projetos em andamento – 118, Cristalino e Alemão – e que devem entrar em operação nos próximos anos.

Um quatro produto mineral ainda deve entrar na pauta de movimentação de cargas da Vale no Maranhão: o níquel. Na semana que vem a empresa inaugurará uma planta de beneficiamento de níquel no Pará, em Onça-Puma.

A inauguração da planta de Onça-Puma, marcada para semana que vem, deverá ser o último evento de Roger Agnelli como presidente da mineradora e fecha um ciclo de expansão do portfólio de produtos iniciado com a aquisição da mina de Onça-Puma e da mineradora canadense Inco, há sete anos, quando a mineradora decidiu apostar na diversificação de seu portfólio de minerais.

Outros produtos
Além dos minerais,outros produtos que a Vale exporta e recebe por São Luís também deverão se beneficiar do aumento de capacidade de transporte de cargas pela ferrovia e pelo porto. Este é o caso dos grãos, que hoje são embarcados pela mineradora no píer II, que na verdade é o berço 105 do porto do Itaqui, que foi arrendado ainda nos anos 80.

“A logística corre para o mar e à medida que a Ferrovia Norte Sul se expande para o sul, ficamos mais próximos de grandes centros produtores, o que aumentará a demanda. Hoje já transportamos soja produzida no Maranhão, Piauí e Tocantins e estamos ficando cada vez mais próximos de Goiás e Mato Grosso. Isso quer dizer que logo teremos demanda para mais carregamentos de soja”, comentou o diretor comercial de carga geral da Vale, Fabiano Lorenzi.

Este ano a empresa prevê a exportação de 2,2 a 2,4 milhões de toneladas do grão, mas não descarta a possibilidade de fazer embarques de milho por São Luís. Os grãos chegam a capital depois de serem embarcados na ferrovia em três terminais ferroviários – Colinas de Tocantins e Porto Nacional, no Tocantins e Porto Franco, no Maranhão.

“Logo estaremos inaugurando também um novo terminal em Palmas para a próxima safra, o que deverá aumentar de maneira muito significativa a movimentação de soja pela Ferrovia Norte Sul”, disse Lorenzi.
Para fazer o embarque dos grãos a empresa usa o equipamento portuário que já está disponível e construiu seis silos de estocagem, com capacidades estática de 165 mil toneladas, e tem dois viradores de caminhão em operação em suas instalações na capital maranhense.

E para ampliar a capacidade de atender a demanda, a empresa já está investindo cerca de R$ 300 milhões na construção de um novo silo com capacidades estática de 45 mil toneladas, e na aquisição de 96 vagões do tipo Hooper HTF, que pode transportar 92 toneladas cada. O silo fica pronto no ano que vem e os vagões chegam em junho.

Fonte: O Imparcial , por Ernesto Batista, 10/05/2011


No Pará, Rios Tocantins e Tapajós serão rota de exportação e desenvolvimento

Apontadas como solução para os principais gargalos ao desenvolvimento do Pará e de toda a região Norte do País, as hidrovias do Tapajós e do Tocantins estão prestes a sair do papel. Os dois corredores estão no Plano Nacional das Hidrovias, incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, que deverá ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff até o começo do mês de junho.

No geral, os investimentos no Estado corresponderão a cerca de um terço de todo o recurso destinado ao plano. Dos R$ 3 bilhões previstos, quase R$ 900 milhões serão investidos para otimizar as hidrovias dentro do território paraense. A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, durante reunião na última quinta-feira, com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Pelo programa, a maior fatia do investimento, R$ 833 milhões, será destinada às obras de viabilidade do Corredor do Tocantins, com extensão de 1.731 quilômetros. Estão previstos as dragagens da montante e da jusante de Tucuruí, o derrocamento dos 40 quilômetros do Pedral do Lourenço, acima da barragem, a ampliação do porto de Vila do Conde, os portos de Marabá, Belém e Outeiro, e a implantação dos terminais de Marabá e Imperatriz (MA).

A expectativa do governo é aumentar em dez vezes mais o escoamento da produção de minérios, grãos e outros. Atualmente, a produção é de 2 milhões de toneladas ao ano e deverá saltar, em 2015, para 20 milhões de toneladas.

“O corredor Tocantins poderá ser uma das maiores obras de integração do nosso País, porque ela vai fazer a ligação das proximidades de Brasília com o porto de Barcarena. Ou seja, vai possibilitar o escoamento das safras de grãos do norte de Mato Grosso, de Goiás; e vai também poder trazer, no sentido contrário, os insumos para baratear, como eu disse, a produção desses grãos.

A hidrovia vai possibilitar o escoamento dos minérios e da produção metalúrgica do grande eixo que se forma no sul do Estado do Pará, dos Municípios de Parauapebas, Canaã e Marabá”, explicou o senador paraense.

Fonte: jornal O Liberal – por THIAGO VILARINS, 08 de maio 2011

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