A VALE que não vale

A VALE S. A, empresa criada em 1942, em Minas Gerais, com o nome de Companhia Vale do Rio Doce, completa neste mês de junho seus 70 anos. São muitos anos de extração mineral a serviço dos interesses internacionais, principalmente dos Estados Unidos, e mais recentemente da China, hoje o maior importador de minério de ferro.

Estados Unidos e China, juntamente com Israel, são os países que mais produzem armas no mundo, daí a explicação de tanta importação do minério de ferro. Por isto que a cadeia do minério do ferro começa com a destruição da natureza, na sua extração e transformação, e termina com a destruição da humanidade, com uso das armas.

Por isto e pela exploração da força de trabalho com a degradação humana, que dizemos que a Vale representa 70 anos de SAQUE e de DESTRUIÇÃO, com pouquíssima compensação para o povo brasileiro, como resultado da exploração mineral.

“A Vale exportou no ano passado 97 milhões de toneladas de minério de ferro de Carajás, com faturamento de 11,7 bilhões de dólares, correspondentes a quase 20 bilhões de reais. Pois bem: esses R$ 20 bilhões renderam R$ 30 milhões de ICMS. Ou 0,15%. Alíquota de desmoralizar qualquer erário; de massacrar qualquer povo. E fazer a festa de outro povo, como o chinês: desses 97 milhões de minério de ferro extraídos e exportados, 47 milhões (exatamente a metade do total) foram para a China, que pagou US$ 5,8 bilhões.”(Lucio Flavio Pinto, maio, 2012)

Além de ser insignificante o que a Vale paga de impostos, suas atividades geram destruição e problemas para as populações, desde os locais de suas minas hoje em operação(Ourilândia, Canaã e Parauapebas) até o porto em São Luis, Maranhão.

Um dos grandes transtornos para as populações estão se dando ao longo da ferrovia, com o projeto de duplicação da mesma. Está causando perda de territórios, alagamento de áreas, mais barulho, mais atropelamentos e mais mortes. Só em Marabá este ano já foram vários atropelamentos e duas mortes.
As populações dos bairros Cocacola, Araguaia, Km 07 e Alzira Mutran, além dos problemas citados, estão sendo apartadas pela construção de um muro ao longo da ferrovia. Outra dificuldade é que apenas uma via de acesso, para os bairros Cocacola e Araguaia não é suficiente.

Os moradores que sofreram com a morte de seus parentes não foram assistidos. E os que sofreram com alagamento de suas residências com as chuvas do dia 02 de novembro de 2011, até agora não foram recompensados pelos prejuízos.

Os danos não reparados: perda de plantio de hortaliças e áreas com alagação permanente; perda de eletrodomésticos(geladeira, fogão) e móveis; casas que tiveram suas paredes e pisos danificados.

Por tudo isto, neste dia 05 (dia mundial do meio ambiente), junto com a população atingida diretamente, estamos organizando uma manifestação para não deixarmos cair no esquecimento os problemas criados pela Vale.

Local: Passarela da Cocacola.
Hora: 16 horas( quatro horas da tarde).
Compareça
CPT, CEPASP, PJ, MST, Movimento Debate e Ação, FEAB


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