PRÓSPERO 2013!

O espaço não é suficiente para uma retrospectiva do ano que finda e para longas sugestões para o que se aproxima, mas não restam dúvidas de que foi um tempo de “Deus nos acuda” no mundo inteiro, tudo por conta das consequências de uma crise que se intensificou, abalando todas as economias e as vidas das pessoas, com grande prejuízo para a humanidade e especialmente à classe trabalhadora, que viveu a amargura do desemprego e da superexploração da força de trabalho, sob o domínio imperante do capital.

Países considerados periféricos, da Ásia, África e da América Latina, tentaram se segurar entregando de forma prazerosa aos países em expansão, como a China, os seus recursos naturais de forma submissa às regras impostas pelo capital e pela crise. No caso do Brasil, sua salvação foi, principalmente, a exportação do minério de ferro e da soja, para a China. Com queda significativa da demanda por semiacabados, como o ferro gusa.

Mas quanto de excesso de horas de trabalho foi exigido dos trabalhadores e acumuladas em mais-valia pelos proprietários das empresas mineradoras? Quanto tempo de vida foi retirado dos trabalhadores pelo excesso de trabalho desgastante? Quantos trabalhadores saíram lesionados? Quantas famílias tiveram que perder suas terras para a mineração? A quem interessou a salvação da economia do Brasil, enquanto 30 milhões de pessoas passaram fome neste país e 120 milhões continuam na pobreza?

E nós de Marabá, município polo da região de Carajás, detentora da maior província mineral do mundo, com bilhões e milhões de toneladas de ferro, cobre, níquel, manganês, bauxita, ouro, tungstênio, molibidênio, nióbio, chumbo, como estamos? Mais pobres? Mais ricos? Mais violentados? Mais explorados? Mais alienados? Quais nossas expectativas?

Depois de quatro anos, de uma gestão para poucos, em que só estes poucos se deram muito bem e a grande maioria da população sofreu as mazelas de uma desgraça anunciada, fica difícil acreditar em boas perspectivas. Vários destes poucos já estão na linha de frente ou fila, para mais uma “boquinha”. Embora empresários anunciem um futuro próspero, com a implantação de grandes empreendimentos na cidade, tudo não passa de especulação, para um futuro que não se enxerga no horizonte.

Quando se trata da expectativa para os adolescentes a situação fica muito mais difícil, diante do extermínio que tem ocorrido na faixa etária de 12 a 18 anos. Recentemente o Jornal Diário do Pará publicou: “Ananindeua e Marabá estão entre os dez municípios brasileiros com os maiores números de homicídios entre jovens, segundo o Índice de Homicídios na Adolescência.”(Diário do Pará, 14.12.2012). E mais, diz a matéria: “no Brasil 46% dos jovens não chegam aos 19 anos de idade”. Que futuro!

É duro, mas é a realidade. Não podemos escondê-la. Mas não desanimemos temos que juntar forças para enfrentar os maus caráter e canalhas nas administrações públicas, nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, na câmara dos deputados, no senado, nas policias, no judiciário e nas entidades de classe e populares. Não deixemos nos enganar.

O fim do mundo não aconteceu como propagaram muitos oportunistas e especuladores. A sabedoria Maya está viva, pode ter sido dado o inicio para o fim do “mundo cão”, da acumulação econômica, da ganância pelo lucro, da especulação financeira e dos falsos profetas presentes nas mais diversas igrejas que abusam dia e noite dos ingênuos pobres fiéis.
Vamos continuar na luta pela transformação da sociedade, esta é a prosperidade.

Viva 2013!

Marabá, 28 de dezembro de 2012.
Raimundo Gomes da Cruz Neto


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s